domingo, 10 de maio de 2020
Caro Sr. Capitão
Sr @jairbolsonaro:
Sei q vc não perderia seu precioso tempo lendo esse fio. Deve estar ocupado atirando. Sei tb q vai ter um monte de seguidor seu me xingando. Normal, postei mesmo assim. Vou tentar deixar de lado a revolta e fingir q sou um amigo, como vc finge q é presidente.
Não sei se já deu pra perceber, mas a campanha acabou. Faz 1 ano e meio q vc é presidente, e até hora não agiu como tal. Qdo vc é eleito chefe de Estado, governa pra todos. Ou deveria. O país não se resume ao cercadinho de bajuladores q riem dos absurdos que vc fala em Brasília.
São 210 milhões de pessoas q precisam de seu cuidado e sensibilidade. Sei q são coisas q vc não cultiva, já q prefere o eterno embate, o bate-boca, a intimidação, o desrespeito e os inimigos, que são cada vez mais numerosos. Mtos q ajudaram a te eleger já nem podem ouvir sua voz.
O que aconteceu na sua vida de tão traumático pra vc acordar e levantar da cama, todo dia, com tanto rancor? Vc deveria ser um homem realizado por ter chegado aonde chegou. Foi um milagre, só que ao contrário. Não é possível que existam apenas sombras na sua alma.
Num cantinho bem escuro e escondido, deve brotar a vontade reprimida de ser uma pessoa mais legal. Dá pra ver na sua cara que vc está cansado, abatido, perdido e afogado na própria arrogância. Não enxerga e não escuta, como se soubesse de tudo. E, convenhamos, vc sabe quase nada.
Repete a mesma meia dúzia de ideia torta concebida há décadas. Despreza o conhecimento, a cultura e a chance de ser um indivíduo cada dia melhor. Afinal, estamos nesse mundo a troco de q? Se vc sonhava com uma guerra por ser militar, garanto que a presidência não é o lugar.
Um presidente não pode ser movido a ódio. Não tem como dar certo. Nem pra vc, nem pro Brasil. Parece um caminhão sem freio desgovernado, sempre na contramão, cuspindo fogo pelas janelas, incapaz de olhar no retrovisor, mudar de pista, descobrir um novo caminho, apreciar a vista.
Vc prefere meter o pé no acelerador cada vez mais, atropelando tudo que vê pela frente. Não tem um momento de lucidez, reflexão ou revisão de conceitos. Nunca se ouviu uma mensagem positiva, de união, conforto, um sinal de evolução, uma retratação, uma luz. Só trevas.
O prazer de ser a pedra no sapato, o cisco no olho, a farpa enterrada na carne. De onde vem estômago e estoque pra tanta briga? Deve haver um sério conflito aí dentro da sua cabeça e do seu coração. Um monstrinho q precisa ser alimentado diariamente com o pão que o diabo amassou.
Como se não bastassem todos os problemas, mais de 5 mil pessoas já morreram e a conta vai piorar. A cada dia, 500 brasileiros deixam de respirar. E daí? E daí q muita gente precisa do emprego, precisa sair de casa, precisa de comida na mesa sim. Cada um sabe onde aperta seu calo.
Mas vc não pode simplesmente cagar e andar, sem alusão à bolsa de cocô, pra uma pandemia que parou o mundo. Incentivar a aglomeração, desdenhar dos doentes, trocar saliva com as pessoas na rua por populismo barato, dançar em cima das covas como se nada estivesse acontecendo.
Isso beira a psicopatia, a morbidez, é macabro. Tenha o mínimo de humildade pra buscar orientação, ouvir especialistas e acreditar na ciência antes de vociferar o decreto supremo do seu achômetro, baseado no mestrado que seu umbigo concluiu no quartel à base de cloroquina vencida.
Ser presidente é outra coisa. Enquanto vc continua bancando o palhaço Krusty, o único a rir das suas piadas, o buraco só aumenta. E ele vai te engolir também, no Congresso ou na Polícia Federal. Pra vc que tanto combate o isolamento, é melhor jair se acostumando com ele.
Colhido do Twitter, publicado em 1º de maio de 2020, por @boliviazica.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Governo Marchezan amarga derrota na Câmara Municipal de Porto Alegre
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| Foto: Edson Sempé Pedroso/CMPA |
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Foto: Leonardo Contursi/CMPA
Ao final da tarde o líder do
governo, vereador Clàudio
Janta, requeriu retirada de
tramitação do projeto
|
O recuo do governo
Encerrando a sessão plenária desta quarta-feira, o líder do governo, vereador Clàudio Janta (Partido Solidariedade) requereu a retirada de tramitação do projeto, que foi aprovada por unanimidade, apesar de algumas abstenções. Portanto, e visto que o mês da database dos servidores municipais de Porto Alegre (maio) se encerrou, é provável que esteja garantida ao menos a reposição inflacionária, que corresponde a 4,08% (IPCA de maio de 2016 a abril de 2017).A primeira vitória
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Foto: Luíza Dorneles/CMPA
A primeira defesa foi pela Vereadora
Fernanda Melchiona/PSOL, contra o
PLE 02/2017 |
Ainda há importantes projetos a serem votados, como o PLE 04/2017, que propõe aumentar a contribuição previdenciária dos atuais 11% para 14%, sob a alegação (não comprovada pelo executivo) de que a previdência dos servidores estaria deficitária.
Acessa o projeto
Pra facilitar tua pesquisa, deixamos apontados os links que te levam diretamente aos documentos hospedados no site da CMPA:- PLE 02/2017 http://200.169.19.94/documentos/draco/processos/131590/PLE_002-Politica_Salarial_Municiparios_%281%29.docx
- Parecer da Procuradoria
http://200.169.19.94/documentos/draco/processos/131590/altera_lei_9870_politica_salarial_servidores_revis%C3%A3o_anual.pdf - Parecer Conjunto nº 015/17 - CCJ/CEFOR/CUTHAB - AO PROJETO
http://200.169.19.94/documentos/draco/processos/131590/015-17A_-_29MAI_-_PARECER_CONJUNTO_-_PROC._1305-17_-_PLE__002_-_LM.pdf
Sabe mais
Mais informações sobre essa histórica sessão pode ser lida com confiabilidade aqui:- Página da CMPA (Processo nº 13105/17 - PLE 02/2017) http://www.camarapoa.rs.gov.br/processos/131590
- Jornal Já
http://www.jornalja.com.br/prefeitura-retira-projeto-que-…/ - Sul21
http://www.sul21.com.br/…/derrotado-governo-marchezan-reti…/ - Sobre o IPCAhttp://www.portalbrasil.net/ipca.htm
sábado, 15 de abril de 2017
"Escola sem Partido" (sic) é declarada inconstitucional pelo STF
Recebi essa mensagem pelo WhatsApp, e vale a pena compartilhar por aqui, tambem. Reproduzo integralmente o que recebi:
'Acabou a farra da Escola Sem Partido. Inconstitucionalidade do escola sem partido declarada no STF, liminar concedida pelo ministro Barroso.
Vejam parte da argumentação:
"Há uma evidente relação de causa e efeito entre o que
pode dizer um professor em sala de aula, a exposição dos alunos aos mais diversos conteúdos e a aptidão da educação para promover o seu pleno desenvolvimento e a tolerância à diferença. Quanto maior é o contato do aluno com visões de mundo diferentes, mais amplo tende a ser o universo de ideias a partir do qual pode desenvolver uma visão crítica, e mais confortável tende a ser o trânsito em ambientes diferentes dos seus. É por isso que o pluralismo ideológico e a promoção dos valores da liberdade
são assegurados na Constituição e em todas as normas internacionais antes mencionadas, sem que haja menção, em qualquer uma delas, à neutralidade como princípio diretivo.
A própria concepção de neutralidade é altamente questionável, tanto do ponto de vista da teoria do comportamento humano, quanto do ponto de vista da educação. Nenhum ser humano e,
portanto, nenhum professor é uma “folha em branco”. Cada professor é produto de suas experiências de vida, das pessoas com quem interagiu, das ideias com as quais teve contato. Em virtude disso, alguns professores têm mais afinidades com certas questões morais, filosóficas, históricas e econômicas; ao passo que outros se identificam com teorias diversas. Se todos somos – em ampla medida, como reconhecido pela psicologia – produto das nossas vivências pessoais, quem poderá proclamar sua visão de mundo plenamente neutra? A própria concepção que inspira a ideia da “Escola Livre” – contemplada na Lei 7800/2016 – parte de preferências políticas e ideológicas." '
Também a ONU emitiu nota sobre o assunto, posicionando-se contra o projeto, e crítica também as reformas de base curricular aplicadas no Brasil. Leia neste link:
http://campanha.org.br/direitos-humanos/onu-se-manifesta-contra-o-escola-sem-partido-e-cita-mudancas-na-base-curricular/
quinta-feira, 16 de março de 2017
Vamos tentar tirar as teias do blog. Ao trabalho!
E iremos mudar o leiaute, também, aguardem.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Diário Gauche: “A doutrina do choque” – o filme imperdível
sábado, 22 de janeiro de 2011
O Funk dos Iluminados
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Porque eu voto Dilma, e não Serra.
Vídeo comparativo entre os governos tucano (FHC) e petista (Lula). Vale a pena ver até o final.
Ache outros vídeos como este em Eleições 2010 | MobilizaçãoBR
sábado, 11 de setembro de 2010
11 de setembro: Uma data a ser lembrada
Em tempo: Uma grande dica, de um grande mestre. Valeu. Leia uma resenha no Ponto de Vista, editado por WU
A Batalha do Chile - Patrício Guszmán
A Batalha do Chile - Parte 1 - A Insurreição da Burguesia from Zaire on Vimeo.
A Batalha do Chile - Parte II - O Golpe de Estado from Zaire on Vimeo.
A Batalha do Chile - Parte III - O Poder Popular from Interat on Vimeo.
Livros de comunicação para baixar em PDF
Segue valiosa dica tuitada pelo @Tsavkko: Livros de comunicação para baixar em PDF http://bit.ly/diaxSu. Está no blog da Ariane Fonseca, "Diário de um Repórter". Vale a pena conferir, especialmente os colegas jornalistas. Valeu, Ariane.
Livros de comunicação para baixar em PDF
por Ariane Fonseca quarta-feira 8 setembro , 2010
O Laboratório de Comunicação On-line (Labcom) está disponibilizando uma gama de livros de comunicação para os internautas baixarem em PDF gratuitamente no português de Portugal. Algumas obras são muito interessantes, veja as mais ligadas ao jornalismo:
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Dialógico: Waldvogel não consegue disfarçar nervosismo em pro...
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Jango - o filme
Jango (1984) Silvio Tendler1:56:17 - 1 ano atrásO filme refaz a trajetória política de João Goulart, o 24° presidente brasileiro, que foi deposto por um golpe militar nas primeiras horas de 1º de abril de 1964. Goulart era popularmente chamado de "Jango", daí o título do filme, lançado exatos vinte anos após o golpe. A reconstituição da trajetória de Goulart é feita através da utilização de imagens de arquivo e de entrevistas com importantes personalidades políticas como Afonso Arinos, Leonel Brizola, Celso Furtado, Frei Betto e Magalhães Pinto, entre outros. O sugestivo slogan do filme foi Como, quando e por que se derruba um presidente. O documentário captura a efervescência da política brasileira durante a década de 1960 sob o contexto histórico da Guerra Fria. Jango narra exaustivamente os detalhes do golpe e se estende até os movimentos de resistências à ditadura, terminando com a morte do presidente no exílio e imagens de seu funeral, cuja divulgação foi censurada pelo regime militar. Ficha técnica Fotografia: Lúcio Kodato Fotografia de cena: Américo Vermelho Roteiro: Maurício Dias e Sílvio Tendler Trilha-sonora: Milton Nascimento e Wagner Tiso Som: Geraldo Ribeiro Montagem: Francisco Sérgio Moreira Produtores associados: Denise Goulart e Hélio Paulo Ferraz Prêmios Troféu Margarida de Prata, da CNBB (1984) Prêmio especial do júri, prêmio do público e de melhor trilha-sonora do Festival de Gramado (1984) Prêmio especial do júri no Festival de Havana (1984) Jango levou mais de meio milhão de espectadores às salas de cinema, se tornando o sexto documentário de maior bilheteria da história do cinema brasileiro. O primeiro e o quarto filmes da lista também foram dirigidos por Tendler: O Mundo Mágico dos Trapalhões, com um milhão e 800 mil espectadores, e Anos JK, com 800 mil espectadores.
sábado, 28 de agosto de 2010
Dialógico: Usina nuclear de Bushehr: o Irã revida
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
São Paulo precisa ser líder nesta mudança
Diário Gauche: Papel Prensa, o fordismo nos crimes de lesa humani...
Vídeo: Contos da Resistência
Para marcar os 40 anos do golpe militar de 1964 de maneira reflexiva e crítica, a TV Câmara apresenta o documentário “Contos da Resistência”, em quatro episódios. Cada episódio vai enfocar um aspecto da resistência à ditadura e como esses movimentos contribuíram para a construção da democracia que temos hoje no Brasil. As articulações em todos os segmentos da sociedade para se contrapor ao governo autoritário; as organizações sociais de estudantes, trabalhadores e religiosos para lutar pela democracia e esclarecer a população; a resistência política no Congresso; a crítica inteligente e criativa das artes e da imprensa; a repressão e a tortura a representantes desses grupos; e o movimento social pelas eleições diretas em 1984: todos os temas estarão nos programas, abordados a partir da perspectiva de quem viveu esses tipos de resistência. O objetivo da série de documentários é esclarecer fatos políticos dos 20 anos de ditadura militar, explicar como se davam as ações de poder e dominação do governo central, e como o Congresso foi, ao mesmo tempo, núcleo de resistência e caixa de ressonância dos desejos dos militares daquela época. Apesar de fazer parte da história recente do Brasil, muitos fatos relacionados ao golpe e à ditadura militar são mitificados ou pouco esclarecidos. Uma das razões é que a imprensa foi extremamente controlada no período. Os movimentos de resistência não tiveram o devido tratamento da mídia na época ou foram mitificados posteriormente, sem que as pessoas tivessem conhecimentos dos reais detalhes envolvidos. Com base em vasta pesquisa histórica, de material de arquivos e nos depoimentos registrados são mostradas as decisões de exceção tomadas pelos generais e principalmente, as forças que contribuíam para a resistência ao sistema. Os programas apresentam o contexto, explicitando ideologias, intenções e interesses envolvidos, tais como o envolvimento dos freis dominicanos na defesa dos estudantes clandestinos, o envolvimento da igreja católica em diversos momentos e a ação das organizações estudantis. As captações foram feitas em seis cidades brasileiras: Brasília, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O objetivo é dar uma visão o mais nacional e abrangente possível a partir das histórias (os contos) dos personagens envolvidos nos fatos levantados. A TV Câmara acredita contribuir para a informação da geração que não viveu a ditadura e refletir sobre a arbitrariedade de um regime autoritário. Assim, cumpre seu papel de emissora pública, ajudando a formar opiniões a favor de uma sociedade pluralista e democrática. Alguns dos entrevistados: CELSO AMORIM SÉRGIO CABRAL WALDIR PIRES VLADIMIR CARVALHO DANTE OLIVEIRA JAIR MENEGUELLI FREI BETO ALMINO AFONSO FERNANDO GASPARIAN FREI CARLOS JOSAPHA ALBERTO DINES AIRTON SOARES PAULO DE TARSO VENCESLAU DOM PAULO EVARISTO ARNS HÉLIO BICUDO FRANCISCO WHITAKER TEREZINHA ZERBINE RODOLFO KONDER MARIA APARECIDA AQUINO ZÉ CELSO MARTINÊS MARCO ANTÔNIO COELHO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO MÁRCIO MOREIRA ALVES VERA GERTHEL FRANCISCO MILANI PAULO CEZAR SARRACENI VITORIA GRABOIS JEAN MARC VON DER VEID CARLOS EDUARDO NOVAES ROBERTO FARIAS MODESTO DA SILVEIRA FERREIRA GULLAR JOSE LUIS GUEDES CARLOS HEITOR CONY CECÍLIA COIMBRA ÍTALA NANDI ZIRALDO FERNANDO LYRA DOM MARCELO CARVALHEIRA A série Contos de Resistência recebeu em 2004 o prêmio Vladimir Herzog, a mais importante premiação jornalística da área de direitos humanos do país. Reprodução autorizada mediante citação da TV Câmara Para marcar os 40 anos do golpe militar de 1964 de maneira reflexiva e crítica, a TV Câmara apresenta o documentário “Contos da Resistência”, em quatro episódios. Cada episódio vai enfocar um aspecto da resistência à ditadura e como esses movimentos contribuíram para a construção da democracia que temos hoje no Brasil. As articulações em todos os segmentos da sociedade para se contrapor ao governo autoritário; as organizações sociais de estudantes, trabalhadores e religiosos para lutar pela democracia e esclarecer a população; a resistência política no Congresso; a crítica inteligente e criativa das artes e da imprensa; a repressão e a tortura a representantes desses grupos; e o movimento social pelas eleições diretas em 1984: todos os temas estarão nos programas, abordados a partir da perspectiva de quem viveu esses tipos de resistência. O objetivo da série de documentários é esclarecer fatos políticos dos 20 anos de ditadura militar, explicar como se davam as ações de p...todos » Para marcar os 40 anos do golpe militar de 1964 de maneira reflexiva e crítica, a TV Câmara apresenta o documentário “Contos da Resistência”, em quatro episódios. Cada episódio vai enfocar um aspecto da resistência à ditadura e como esses movimentos contribuíram para a construção da democracia que temos hoje no Brasil. As articulações em todos os segmentos da sociedade para se contrapor ao governo autoritário; as organizações sociais de estudantes, trabalhadores e religiosos para lutar pela democracia e esclarecer a população; a resistência política no Congresso; a crítica inteligente e criativa das artes e da imprensa; a repressão e a tortura a representantes desses grupos; e o movimento social pelas eleições diretas em 1984: todos os temas estarão nos programas, abordados a partir da perspectiva de quem viveu esses tipos de resistência. O objetivo da série de documentários é esclarecer fatos políticos dos 20 anos de ditadura militar, explicar como se davam as ações de poder e dominação do governo central, e como o Congresso foi, ao mesmo tempo, núcleo de resistência e caixa de ressonância dos desejos dos militares daquela época. Apesar de fazer parte da história recente do Brasil, muitos fatos relacionados ao golpe e à ditadura militar são mitificados ou pouco esclarecidos. Uma das razões é que a imprensa foi extremamente controlada no período. Os movimentos de resistência não tiveram o devido tratamento da mídia na época ou foram mitificados posteriormente, sem que as pessoas tivessem conhecimentos dos reais detalhes envolvidos. Com base em vasta pesquisa histórica, de material de arquivos e nos depoimentos registrados são mostradas as decisões de exceção tomadas pelos generais e principalmente, as forças que contribuíam para a resistência ao sistema. Os programas apresentam o contexto, explicitando ideologias, intenções e interesses envolvidos, tais como o envolvimento dos freis dominicanos na defesa dos estudantes clandestinos, o envolvimento da igreja católica em diversos momentos e a ação das organizações estudantis. As captações foram feitas em seis cidades brasileiras: Brasília, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O objetivo é dar uma visão o mais nacional e abrangente possível a partir das histórias (os contos) dos personagens envolvidos nos fatos levantados. A TV Câmara acredita contribuir para a informação da geração que não viveu a ditadura e refletir sobre a arbitrariedade de um regime autoritário. Assim, cumpre seu papel de emissora pública, ajudando a formar opiniões a favor de uma sociedade pluralista e democrática. Alguns dos entrevistados: CELSO AMORIM SÉRGIO CABRAL WALDIR PIRES VLADIMIR CARVALHO DANTE OLIVEIRA JAIR MENEGUELLI FREI BETO ALMINO AFONSO FERNANDO GASPARIAN FREI CARLOS JOSAPHA ALBERTO DINES AIRTON SOARES PAULO DE TARSO VENCESLAU DOM PAULO EVARISTO ARNS HÉLIO BICUDO FRANCISCO WHITAKER TEREZINHA ZERBINE RODOLFO KONDER MARIA APARECIDA AQUINO ZÉ CELSO MARTINÊS MARCO ANTÔNIO COELHO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO MÁRCIO MOREIRA ALVES VERA GERTHEL FRANCISCO MILANI PAULO CEZAR SARRACENI VITORIA GRABOIS JEAN MARC VON DER VEID CARLOS EDUARDO NOVAES ROBERTO FARIAS MODESTO DA SILVEIRA FERREIRA GULLAR JOSE LUIS GUEDES CARLOS HEITOR CONY CECÍLIA COIMBRA ÍTALA NANDI ZIRALDO FERNANDO LYRA DOM MARCELO CARVALHEIRA A série Contos de Resistência recebeu em 2004 o prêmio Vladimir Herzog, a mais importante premiação jornalística da área de direitos humanos do país. Reprodução autorizada mediante citação da TV Câmara
sábado, 31 de julho de 2010
Porque o terreno da FASE é importante para o ecossistema de Porto Alegre
O vídeo abaixo é uma entrevista concedida por Fernando Campos Costa, vice-presidente do Núcleo Amigos da Terra/RS, sobre os possíveis impactos que traria uma ocupação massiva no Morro Santa Teresa. A entrevista foi concebida inicialmente para a disciplina de Telejornalismo II, da FABICO/UFRGS, e foi adaptada para o blog Pensamento Diverso.
Porque o terreno da FASE é importante para o ecossistema de Porto Alegre from Leandro Rodrigues on Vimeo.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
PL388 - Sem quórum
Nem a base de Yeda confia no projeto para a Fase
O ex-líder do governo Yeda, Pedro Westphalen, mais Adolfo Brito, Francisco Appio, Mano Changes, Silvana Covatti e Leila Fetter, do PP. O ex-Chefe da Casa Civil do governo tucano, Luiz Fernando Zachia, mais Edson Brum, Alexandre Postal e Nelson Harter, do PMDB. Estes foram os deputados que integram a base parlamentar de apoio à governadora Yeda e que não registraram presença no momento em que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Giovani Cherini (PDT), verificou o quórum para a votação do projeto de lei 388 que, se aprovado na sessão plenária desta quarta-feira, autorizaria o governo a vender a área da Fase. Com estas ausências, mais as da oposição, a sessão foi encerrada por falta de quórum (seriam necessárias 28 presenças).
A traição de parte do PDMB e do PP à Yeda foi comemorada pelos moradores do Morro Santa Teresa que desde as primeiras horas da manhã se aglomeravam em frente à Assembleia Legislativa e prometiam “fazer campanha contra todos os deputados que não tivessem coragem de barrar a negociata do governo tucano na área da Fase”. Sindicalistas e ambientalistas também celebraram o adiamento da votação. “A base de sustentação do governo Yeda na Assembleia, com 30 deputados ou mais, poderia aprovar qualquer coisa. Mas mais uma vez, nem esta base confiou na boa intenção do governo que sustenta e recuou na hora de dar o cheque em branco para a governadora vender o Morro Santa Teresa. Já que Yeda nunca aceita nada que parta da oposição, deve, agora, tentar entender o recado dos seus próprios deputados. E o recado é: não se pode votar um projeto dessa magnitude em regime de urgência”, analisou o líder do PT, deputado Bohn Gass.
De outra parte, há quem aposte que para contar com os votos dos deputados da base que hoje estiveram ausentes, o governo terá que pagar muito caro. “Ah, isso não vai sair barato”, admitiu um governista quando questionado por um repórter se acreditava que na semana que vem o governo conseguirá reunir o quórum para votar o projeto. Diante de uma segunda indagação – “Como assim, deputado?” – o parlamentar retomou rapidamente o discurso oficial e disse que acredita na aprovação porque o governo vai apresentar uma nova emenda oferecendo garantia aos moradores de que eles não serão retirados da área.
A tal emenda já circulava pelo plenário hoje à tarde mas nem chegou a ser debatida. O anúncio de que ela seria apresentada animou alguns moradores mas não a ponto de gerar apoio ao projeto como um todo. “Ainda é tudo muito genérico. Já é a segunda mexida do governo no projeto que começa a parecer uma colcha de retalhos. E se o governo está fazendo isso agora é porque sabe que este projeto é muito ruim para a cidade,” disse um deles que não quer se identificado “porque eu não sei o que este governo pode fazer com a gente; não teve aquele caso lá do cara do lago de Brasília?”
Mesmo que na semana que vem o projeto seja votado e aprovado, o episódio de hoje é mais uma marca da debilidade da articulação política do governo Yeda. Novamente, diante de um projeto polêmico, não conseguiu, sequer, garantir o quórum da votação.
Confira, agora (e guarde), os nomes dos 26 deputados que, ao registrarem presença na sessão de hoje, deram um nítido sinal de que devem votar a favor da venda do Morro Santa Teresa: Berfran Rosado, Alceu Moreira, Marco Alba, João Fischer, Pedro Pereira, Alberto Oliveira, Gilberto Capoani, Márcio Biolchi, Nedy Marques, Frederico Antunes, Jerônimo Goergen, Adilson Troca, Nelson Marchezan, Paulo Brum, Zila Breitenbach, Abílio dos Santos, Aloísio Classmann, Cassiá Carpes, Luis Augusto Lara, Berfran Rosado, Paulo Odone, Luciano Azevedo, Carlos Gomes, Francisco Pinho, Paulo Borges e Miki Breier. (Maneco)
Foto: Walter Fagundes (Agência Assembléia)
quinta-feira, 25 de março de 2010
KOAN: O Cão de Joju
sexta-feira, 5 de março de 2010
Estudantes
“Ou os estudantes se identificam com o destino do seu povo, com ele sofrendo a mesma luta, ou se dissociam do seu povo, e nesse caso, serão aliados daqueles que exploram o povo.”
(Florestan Fernandes, via GTUP)




