sexta-feira, 18 de maio de 2007
Polícia para quem precisa?
domingo, 6 de maio de 2007
2º Encontro dos "Novos Bixos", Jornalismo 2007/2
sábado, 28 de abril de 2007
Concessão da RCTV
A RCTV deve ou não perder a concessão?
Desde que Hugo Chávez foi eleito presidente da Venezuela, em 1998, com 56% dos votos, enfrentou a oposição da mídia local. Em 2000, Chávez foi reeleito depois de promulgada a nova Constituição, com 59% dos votos. Precedendo o golpe de abril de 2002, as cincos principais emissoras do país - dentre elas a RCTV - fizeram campanha para mobilizar a população contra Chávez. Depois do referendo de 2004 - em que 59% dos eleitores mantiveram Chávez no poder - algumas emissoras mudaram sua linha editorial. Jornalistas e entidades que defendem a liberdade de imprensa e alguns observadores internacionais criticam Chávez por atacar pessoalmente jornalistas que criticam o governo. Dizem também que, se fosse para cassar as emissoras ditas "golpistas", deveria tirar todas do ar. A decisão foi anunciada em 2006, quando Chávez saiu fortalecido da reeleição com 62% dos votos. A RCTV é a emissora mais antiga da Venezuela, emprega 3 mil pessoas e, de acordo com o governo, não terá sua concessão renovada - o vencimento será no dia 27 de maio. Qual é a sua opinião?
:: ComentáriosLeandro Rodrigues blogsimpa.zip.net / pensamentodiverso.blogspot.com28/04/2007 - 02h 52m Acho até que sim! Pode parecer - aos olhos dos que respiram o ar que o sistema lhes libera - que é restrição de liberdade. Mas o que é quando lhe manipulam, quando quem - tão vítima quanto suas vítimas, e tão algoz quanto seus algozes - deveria dar informação para a população discernir sobre fatos, nega-nos esse direito e, acima de seu dever de bem informar resolve criar realidades? Estamos tão imersos nas engrenagens capitalistas que não percebemos estarmos já - o globo inteiro - refém de um grande e ilimitado poder, vulgarmente chamado "capital". O capital é uma entidade abstrata em cujo nome cometem-se ferozes atrocidades, que para seus operadores e analistas traduzem-se em cifras e balancetes. Este enorme poder tem boca, vulgarmente chamada "mídia corporativa". É essa boca que doutrina as multidões pelo mundo, que inicia um processo lento de digestão dessas massas (com o perdão pelo trocadilho). Qualquer iniciativa no sentido de suavizar esse poder, de iniciar um gradual incremento de auto-estima nos seres humanos é não só benvinda, mas precisamente necessária. Essa boca ufana-se há muito de ser o único poder verdadeiro. O poder público não tem legitimidade de ser exercido, ou melhor, "exerça-se onde me for conveniente" - transmitiria a imprensa, representante desse "capital"; mas ela própria concede-se a prerrogativa de declarar inocência, de julgar-se e, mais que isso, passar de réu à vítima ao custo de algumas páginas, editoriais e reportagens especiais. É hora de despertar, de impor alguns limites a esse gigante, a fim de garantir a sobrevivência de ambos. E Chávez cumpre seu papel nesse contexto afirmando que sim, tem legitimidade pra mostrar pro seu povo que podem viver sem a RCTV, que ninguém é propriedade alheia, e que todos os cidadãos tem potenciais que merecem ser desenvolvidos, em vez de serem tratados como autômatos alienados que seguem inadvertidamente seus controles remotos. Assim espero...
Afinal quem é "A Corporação"?
O original encontra-se no
Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=FhLIp5qDvJk).
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quinta-feira, 26 de abril de 2007
Arrasa-quarteirão!
24/04/2007 A REFORMA DE YEDA: ÁREA AMBIENTAL É DEPREDADA
Sob protestos de servidores públicos, que lotaram as galerias da Assembléia Legislativa, foi aprovado hoje, por 40 votos a 13, o projeto da reforma administrativa do governo Yeda Crusius. O projeto cria três novas pastas – Relações Institucionais, Irrigação e Comunicação Social - e suprime atribuições de diversas secretarias. Além disso, institui funções honoríficas no gabinete da governadora (que beneficiarão o marido de Yeda, Carlos Crusius) e possibilita a criação de cargos de confiança e funções gratificadas turbinadas. A bancada do PT votou contra o projeto, alegando que a proposta não enfrenta a crise financeira do Estado, precariza os serviços públicos e cria um ambiente favorável para novas privatizações. Segundo o líder da bancada do PT, Raul Pont, a reforma não resolve nenhum dos problemas do Estado e cria muitos outros. Pont, citou o exemplo da área social. Duas pastas foram extintas: o gabinete de Reforma Agrária e a Secretaria do Trabalho.
O projeto estabelece mudanças drásticas na área ambiental. Ele transfere o gerenciamento das bacias hidrográficas da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) para a Secretaria Extraordinária de Irrigação. “Equivale a colocar a raposa para cuidar do galinheiro; afinal, a irrigação é apenas um dos vários usos da água”, criticou a deputada Stela Farias (PT), presidente da Comissão de Serviços Públicos. A política florestal também deixou de ser uma atribuição da Sema, passando para o controle da Secretaria da Agricultura. Além disso, retirou da Agricultura o controle do armazenamento de grãos, o que, segundo o deputado Elvino Bohn Gass (PT), abre as portas para a privatização da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA). Das 42 emendas ao projeto do Executivo, apenas 15 foram apreciadas. As demais não foram sequer debatidas, gerando protestos da oposição e dos servidores públicos. Na avaliação do chefe da Casa Civil, Luis Fernando Zachia, a reforma trará “maior agilidade” para a gestão. Bem, na área ambiental, o significado dessa maior agilidade já está claro...
Escrito por Marco Weissheimer às 20h16
Senta, que lá vem história...
Debate na TV deixa claro novo jeito de privatizar
O tema do programa Conversas Cruzadas de ontem (19/04), era Banrisul, devido à intenção do desgoverno Yeda de "capitalizar" o banco dos gaúchos.
O governo fugiu do debate e não mandou representante. Entretanto, as idéias do governo estavam representadas. Dois economistas, que defenderam abertamente a privatização do banco. Mesmo dizendo que não se trata disso, deixaram claro que "não seria ruim privatizar".
Os neoliberais passaram tempos adotando outro discurso, sem coragem de defender abertamente suas idéias. Muito natural, dentro da lógica pragmática desses políticos, após os oito anos de FHC, o péssimo governo Britto, a bancarrota da Argentina, etc. Na campanha de 2006 se viu isso claramente: Yeda parecia defensora do Banrisul público desde criancinha; Alckimin chegou a vestir camisetas e bonés da Petrobrás e da Caixa.
Agora, com o novo jeito privatizar do desgoverno Yeda, o debate vem à tona novamente. E, especificamente no programa de ontem, se viu a concepção neoliberal voltando a aparecer de forma clara. Os escudeiros do governo chegaram a dizer que a privatização do banco colaboraria para a diminuição do "spread" bancário, beneficiando a sociedade (!). Sabe-se que essa era a argumentação quando se abriu o sistema financeiro nacional para o capital externo, no governo FHC. E nada disso aconteceu.
Os bancos privados, como bem destacou o presidente do SindBancários, Juberlei Bacelos, presente ao debate, só se interessam pelo lucro. Não se interessam em cumprir função social, não financiam moradia popular, não investem em saneamento básico. Enfim, de forma alguma cumprem ou cumpririam papel de banco de fomento.
A sociedade gaúcha e brasileira precisa é de bancos públicos cumprindo seu papel de agentes de desenvolvimento, apoiando e implementando programas sociais e fomentando a atividade econômica com vistas a promover o crescimento, o emprego e a distribuição de renda.
Marcos Todt
terça-feira, 24 de abril de 2007
Privatização da chuva?
Eduardo Galeano, jornalista uruguaio e escritor, autor de "As veias abertas da América Latina", entre outros.(...) "E a Bolívia havia conseguido o milagre da desprivatização da água, com uma série de insurreições coletivas. Lá a privatização chegou a níveis surrealistas. Não se pode acreditar. Em Cochabanba havia sido privatizada a chuva. As águas da chuva não podiam ser armazenadas. Os camponeses não podiam recolher as águas da chuva sem pagar às empresas concessionárias. É a empresa preferida de Bush no Iraque, que depois foi recompensada no Iraque, a Bechtel. E depois, em La Paz, houve um processo parecido: a empresa Suez-Lyonnaise, que é francesa, não conseguia explicar porque a parte mais alta da cidade, que é a parte mais pobre, tinha que pagar a maior fatura, que era cinco ou seis vezes maior do que quando a água era nacional. Subitamente o preço da água dispara e chamaram os especialistas franceses junto com o governo boliviano para estudar o assunto, para saber qual a explicação para este fenômeno sobrenatural: o pessoal não paga. Resposta francesa: "os bolivianos não têm hábito de higiene". Logo os franceses, que descobriram a ducha faz quinze minutos. Não se pode acreditar nisso seriamente."
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Abril vermelho
I - O abril é vermelho, sim.
from Blog Ponto de Vista by WU
(Jornal do Brasil de 19 de abril de 1996. No dia 17 de abril, em Eldorado dos Carajás, foram executados 19 sem-terra e outros 69 ficaram feridos)
Na edição de hoje (12.04.2007), de ZMentira temos as págs.38 e 39 dedicadas à cobertura das últimas ações do MST no Estado. E de quebra, um artigo de opinião-para-formar-opinião do “especialista” que não têm informações privilegiadas de qualquer movimento social. Especialista na descontrução de uma opinião pública. Na pág.39 temos uma minúscula nota sobre o “abril vermelho”.
Sobre a “crise na segurança pública” já marcamos nossa posição com uma afirmativa do camarada Bisol: “a corrupção na polícia impressiona”. Talvez seja o caso de acrescentar sobre o “bate-boca” entre Bacci e os delgados Alexandre Vieira e Carlos Ribas que o “cofrinho está abarrotado”. E que nada desta história ocorreu por uma obra do Divino Espírito Santo. É uma obviedade, mas que precisa ser lembrada. O jornalista Vitor Vieira foi da assessoria do vereador Sebastião Mello (do PMDB) que, por sua vez, é muito próximo de Fernando Záchia (também do PMDB), atual chefe da Casa Civil. O showrnalismo investigativo “abafa”. O que ocorreu não foi resultante de um trabalho jornalístico de investigação, mas foi um “vazamento”, proposital. A serviço de que outros interesses? A mídia corporativa atribuir a queda de Bacci ao estrelismo, é piada. O cara serviu aos interesses que reforçam a subjetividade “violência total”, principal peça publicitária do PRBS. Nenhum jornalista não filiado poderia ter trabalhado para o governos Pedro Simon, Alceu Collares e Antônio Britto. No mínimo o cara é alinhado. A tradição, pelo menos aqui em nosso Estado, é mudar todos os cargos de confiança com a troca de governo.
O abril é vermelho, o Secretário de Repressão é demitido e o PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicações) coloca em seus pontos de venda, nas esquinas de Porto Alegre, um cartaz chamando um Guia Especial.
Já o jornal de direita “O Globo”, edição de 12.04.2007, em reportagem de uma página, com o título “Conversas comprometedoras”, brigando menos com a notícia coloca como “cartola” BANDA PODRE. Uma matéria envolvendo corrupção na polícia e em outros aparelhos do Estado carioca. Insistimos no fato de que não estamos afirmando que um showrnal seja melhor do que o outro. Ou de que ambos não tenham a mesma função - de produção de bens simbólicos - na hegemonização de uma subjetividade, reacionária.
Preparando nova seca no RS?
Cem dias de Yeda na Agricultura Reportagem: Luiz Renato Almeida | duração: 3'15" | tamanho: 572 Kbclique aqui para ouvir
Porto Alegre - A prioridade da política agrícola do governo Yeda Crusius não está sob responsabilidade da Secretaria da Agricultura. Nos primeiros cem dias de administração, irrigação é a palavra de ordem do Governo do Estado.
A meta é construir 9 mil açudes e microaçudes por ano de governo e pelo menos três barragens em 2007. O projeto gera controvérsia: a origem dos recursos, os impactos ambientais e um possível projeto de privatização dos recursos hídricos preocupam ambientalistas e movimentos sociais.
Áurio Scherer, da coordenação estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores, vê o tema com preocupação. "Nós enxergamos com muita cautela, com muita preocupação e de outro lado nós também suspeitamos que esta secretaria especial de irrigação, que foi criada pelo governo, Yeda seja um passo para começarem a discutir e trabalhar a privatização da água no Rio Grande do Sul, o que nós somos frontalmente contrários", diz.
No balanço dos cem dias do governo Yeda na agricultura, vale destacar a continuidade dos leilões de arroz realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), comemorado como uma conquista pelo secretário João Carlos Machado. O Ministério da Agricultura garantiu a realização de leilões em abril e maio e a liberação de R$ 180 milhões para a comercialização do produto.
A Secretaria da Agricultura também tem manifestado preocupação com a defesa sanitária no Estado. Machado solicitou de R$ 1,085 milhão ao ministério para implementar um Projeto Integrado de Fronteiras em Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul. O Estado também liberou a entrada de carne bovina com osso procedente de Santa Catarina, Acre, Rondônia e de dois municípios do Amazonas.
Na área da Agricultura, uma medida polêmica foi a exoneração de coordenadores regionais da Secretaria da Agricultura e de servidores da equipe de apoio das delegacias, como medida de contenção de despesas. O coordenador estadual da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), Ari Petruzati, critica a medida.
“Com esta decisão, o agricultor que tiver uma demanda, um problema de semente troca-troca, de distribuição de vacina, de máquinas para perfurar poços, de máquinas para desenvolver ações em nível de região, convênios com prefeituras, isto tudo não existe. E não dá para imaginar que um agricultor que mora há 400 km de Porto Alegre ou até mais próximo, que possa chegar até uma esfera de governo, se não tem uma representante lá. Então, o Governo desaparece na área da agricultura”, afirma.
Cem dias depois de iniciar seu mandato, a governadora Yeda Crusius anunciou os nomes dos presidentes das Centrais de Abastecimentos do Rio Grande do Sul e da Companhia Estadual de Silos e Armazéns. Na Cesa, assumirá Carlos Cardinal. Já a Ceasa ficará com o ex-deputado estadual Elmar Schneider, suspeito de envolvimento na chamada Máfia das Consultas.
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Bacci. Atenção à esse nome...
À SOMBRA DE BACCI
Maneco escreve: "Em 2003, o delegado da Polícia Civil Luiz Carlos Correa Ribas foi preso pela Polícia Federal e, após fazer um acordo de "delação premiada", conduziu os policiais federais até o maleiro do aeroporto Salgado Filho, onde havia escondido um processo roubado do Fórum Federal de Porto Alegre. Pois foi justamente este delegado denunciado por roubo de processo, falsificação de documento, formação de quadrilha e extorsão de bingueiros, que se tornou o assessor especial do secretário Ênio Bacci ocupando um cargo de absoluta confiança no principal órgão de segurança do Estado. A ligação de Ribas com Bacci – e daí se começa a compreender a presença dele como conselheiro do secretário – vem de antes do governo Yeda. Ribas teria sido o principal arrecadador de doações financeiras para a campanha do então candidato a deputado federal Ênio Bacci (PDT). Ao se tornar secretário, Bacci chamou o tesoureiro de campanha para trabalhar a seu lado. A parceria durou até ontem, quando Ribas foi citado no site Vide Versus como suposto intermediário da negociação em que bingueiros teriam pago propina ao próprio secretário de Segurança para que ele transferisse delegados que estariam combatendo a jogatina em Porto Alegre e no Vale do Sinos. Até aí, pode ser tudo fofoca.
Mas, e se não for? Inocente ou culpado, Bacci deve ao menos duas explicações à sociedade gaúcha: 1) por que razão escolheu para ser seu braço direito justamente um delegado que está sendo denunciado por roubar um processo do Foro Federal? 2) se Bacci não recebeu dinheiro dos bingueiros para transferir delegados, então Ribas não intermediou o negócio; neste caso, por que foi exonerado? Envolvido até os cabelos no escândalo, Bacci tem alegado que está sendo vítima de uma armação da banda podre da polícia. José Paulo Bisol deve estar às gargalhadas. A diferença é que Bisol também denunciou a banda podre, mas ao invés de nomear Alexandre Vieira para ser o titular de uma das mais importantes delegacias do Estado – a 17ª DP, no centro de Porto Alegre, onde estão a maioria das máquinas de jogo – abriu processo contra o mesmo. Só para lembrar: Alexandre Vieira era um dos mais atuantes assessores informais do circo que ficou conhecido como CPI da Segurança cuja atração principal era o deputado Vieira da Cunha, do mesmo PDT de Ênio Bacci". (Maneco)
