segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Jango - o filme

Sigo inserindo filmes sobre o golpe. A pedida de hoje é Jango, do grande Sílvio Tendler. Bom proveito!


Jango (1984) Silvio Tendler
1:56:17 - 1 ano atrás
O filme refaz a trajetória política de João Goulart, o 24° presidente brasileiro, que foi deposto por um golpe militar nas primeiras horas de 1º de abril de 1964. Goulart era popularmente chamado de "Jango", daí o título do filme, lançado exatos vinte anos após o golpe. A reconstituição da trajetória de Goulart é feita através da utilização de imagens de arquivo e de entrevistas com importantes personalidades políticas como Afonso Arinos, Leonel Brizola, Celso Furtado, Frei Betto e Magalhães Pinto, entre outros. O sugestivo slogan do filme foi Como, quando e por que se derruba um presidente. O documentário captura a efervescência da política brasileira durante a década de 1960 sob o contexto histórico da Guerra Fria. Jango narra exaustivamente os detalhes do golpe e se estende até os movimentos de resistências à ditadura, terminando com a morte do presidente no exílio e imagens de seu funeral, cuja divulgação foi censurada pelo regime militar. Ficha técnica  Fotografia: Lúcio Kodato  Fotografia de cena: Américo Vermelho  Roteiro: Maurício Dias e Sílvio Tendler  Trilha-sonora: Milton Nascimento e Wagner Tiso  Som: Geraldo Ribeiro  Montagem: Francisco Sérgio Moreira  Produtores associados: Denise Goulart e Hélio Paulo Ferraz Prêmios  Troféu Margarida de Prata, da CNBB (1984)  Prêmio especial do júri, prêmio do público e de melhor trilha-sonora do Festival de Gramado (1984)  Prêmio especial do júri no Festival de Havana (1984) Jango levou mais de meio milhão de espectadores às salas de cinema, se tornando o sexto documentário de maior bilheteria da história do cinema brasileiro. O primeiro e o quarto filmes da lista também foram dirigidos por Tendler: O Mundo Mágico dos Trapalhões, com um milhão e 800 mil espectadores, e Anos JK, com 800 mil espectadores.

sábado, 28 de agosto de 2010

Dialógico: Usina nuclear de Bushehr: o Irã revida

Dialógico: Usina nuclear de Bushehr: o Irã revida: "24/8/2010, Kaveh L Afrasiabi, Asia Times Online – http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/LH24Ak04.html No sábado, 21/8/, a usina nuclea..."

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

São Paulo precisa ser líder nesta mudança

Do Tijolaço, o blog do Brizola Neto: Ao longo do dia, vou tentar analisar os resultados do Datafolha em detalhes, agora que o instituto de pesquisa parece ter “entregado os pontos” e passado a fazer estatística em lugar de propaganda política. Como todos já sabem, a pesquisa divulgada hoje pela Folha de S. Paulo coloca Dilma 20 pontos à frente de Serra, com 49%, contra 29% do candidato tucano.leia mais

Diário Gauche: Papel Prensa, o fordismo nos crimes de lesa humani...

Diário Gauche: Papel Prensa, o fordismo nos crimes de lesa humani...: "É como se a Folha e O Globo tivessem o monopólio do papel de imprensa no Brasil, conseguido graças a extorsão mediante tortura, assassinato..."

Vídeo: Contos da Resistência

Estou buscando pela internet alguns vídeos que falem sobre o triste período da ditadura militar no Brasil pós golpe de 1964. Um pouco pra não perdê-los de vista, outro tanto pra compartilhar com os eventuais leitores desse blog, vou incorporando ao p e n s a m e n t o d i v e r s o aqueles documentários interessantes que encontrar pela web. O primeiro deles foi produzido pela TV Câmara, e já está no ar há pelo menos três anos. Segue, abaixo do vídeo, uma sinopse do filme. Bom proveito.
Contos da Resistência - Parte 1
32:43 - 3 anos atrás
Para marcar os 40 anos do golpe militar de 1964 de maneira reflexiva e crítica, a TV Câmara apresenta o documentário “Contos da Resistência”, em quatro episódios. Cada episódio vai enfocar um aspecto da resistência à ditadura e como esses movimentos contribuíram para a construção da democracia que temos hoje no Brasil. As articulações em todos os segmentos da sociedade para se contrapor ao governo autoritário; as organizações sociais de estudantes, trabalhadores e religiosos para lutar pela democracia e esclarecer a população; a resistência política no Congresso; a crítica inteligente e criativa das artes e da imprensa; a repressão e a tortura a representantes desses grupos; e o movimento social pelas eleições diretas em 1984: todos os temas estarão nos programas, abordados a partir da perspectiva de quem viveu esses tipos de resistência. O objetivo da série de documentários é esclarecer fatos políticos dos 20 anos de ditadura militar, explicar como se davam as ações de poder e dominação do governo central, e como o Congresso foi, ao mesmo tempo, núcleo de resistência e caixa de ressonância dos desejos dos militares daquela época. Apesar de fazer parte da história recente do Brasil, muitos fatos relacionados ao golpe e à ditadura militar são mitificados ou pouco esclarecidos. Uma das razões é que a imprensa foi extremamente controlada no período. Os movimentos de resistência não tiveram o devido tratamento da mídia na época ou foram mitificados posteriormente, sem que as pessoas tivessem conhecimentos dos reais detalhes envolvidos. Com base em vasta pesquisa histórica, de material de arquivos e nos depoimentos registrados são mostradas as decisões de exceção tomadas pelos generais e principalmente, as forças que contribuíam para a resistência ao sistema. Os programas apresentam o contexto, explicitando ideologias, intenções e interesses envolvidos, tais como o envolvimento dos freis dominicanos na defesa dos estudantes clandestinos, o envolvimento da igreja católica em diversos momentos e a ação das organizações estudantis. As captações foram feitas em seis cidades brasileiras: Brasília, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O objetivo é dar uma visão o mais nacional e abrangente possível a partir das histórias (os contos) dos personagens envolvidos nos fatos levantados. A TV Câmara acredita contribuir para a informação da geração que não viveu a ditadura e refletir sobre a arbitrariedade de um regime autoritário. Assim, cumpre seu papel de emissora pública, ajudando a formar opiniões a favor de uma sociedade pluralista e democrática. Alguns dos entrevistados: CELSO AMORIM SÉRGIO CABRAL WALDIR PIRES VLADIMIR CARVALHO DANTE OLIVEIRA JAIR MENEGUELLI FREI BETO ALMINO AFONSO FERNANDO GASPARIAN FREI CARLOS JOSAPHA ALBERTO DINES AIRTON SOARES PAULO DE TARSO VENCESLAU DOM PAULO EVARISTO ARNS HÉLIO BICUDO FRANCISCO WHITAKER TEREZINHA ZERBINE RODOLFO KONDER MARIA APARECIDA AQUINO ZÉ CELSO MARTINÊS MARCO ANTÔNIO COELHO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO MÁRCIO MOREIRA ALVES VERA GERTHEL FRANCISCO MILANI PAULO CEZAR SARRACENI VITORIA GRABOIS JEAN MARC VON DER VEID CARLOS EDUARDO NOVAES ROBERTO FARIAS MODESTO DA SILVEIRA FERREIRA GULLAR JOSE LUIS GUEDES CARLOS HEITOR CONY CECÍLIA COIMBRA ÍTALA NANDI ZIRALDO FERNANDO LYRA DOM MARCELO CARVALHEIRA A série Contos de Resistência recebeu em 2004 o prêmio Vladimir Herzog, a mais importante premiação jornalística da área de direitos humanos do país. Reprodução autorizada mediante citação da TV Câmara